
A Prefeitura de Bauru, por meio da Secretaria de Assistência Social, oficializou a assinatura de um contrato inédito para a criação de 20 vagas de acolhimento em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). A medida visa amparar pacientes que receberam a chamada "alta social" — quando há liberação médica para deixar o hospital, mas o indivíduo não possui moradia ou vínculos familiares para garantir a continuidade de seus cuidados. Além de garantir assistência digna, a iniciativa busca otimizar a rede pública de saúde, liberando leitos hospitalares retidos para o tratamento de outros cidadãos. A contratação, totalmente financiada com recursos próprios do município, funcionará em formato sob demanda, com pagamentos realizados conforme a utilização efetiva das vagas. O projeto será implantado de forma gradual: nesta primeira etapa, dez vagas serão preenchidas de imediato para fins de adaptação e avaliação do serviço, sendo as dez restantes disponibilizadas na sequência. O atendimento foi dividido igualmente entre dois perfis de necessidade: dez vagas para pacientes com dependência de grau II e dez para o grau III. O grau II abrange indivíduos que necessitam de auxílio em até três atividades de autocuidado diário, como alimentação, higiene e mobilidade. Já o grau III define a dependência severa, voltada a pessoas com comprometimento cognitivo ou mobilidade reduzida que exigem assistência integral, monitoramento permanente e, frequentemente, o uso de dispositivos de suporte à saúde para evitar complicações como infecções e lesões por pressão. A seleção dos beneficiários passará por um crivo rigoroso e conjunto. Equipes das secretarias municipais de Saúde e de Assistência Social realizarão avaliações técnicas detalhadas, cruzando a real condição clínica do paciente com a confirmação de ausência de suporte familiar. O projeto de chamamento público para a rede privada vinha sendo articulado desde o início do segundo mandato da prefeita Suéllen Rosim. O processo enfrentou longo trâmite burocrático por se tratar de um modelo de contratação híbrida, que unifica as pastas de assistência social e saúde — uma engenharia administrativa inédita na história de Bauru. Após a homologação nesta semana, a instituição vencedora assinou o termo de prestação de serviços em ato que contou com a presença da prefeita e de lideranças técnicas e da assistência social do município.