
A lagoa de captação do Rio Batalha se aproximou do 1,30m na tarde desta quinta-feira (25), um nível crítico que poderia interromper o funcionamento das bombas e o abastecimento de água para cerca de 100 mil moradores de Bauru. O Departamento de Água e Esgoto (DAE), porém, informa que adotou um conjunto de ações que permitiram a recarga do manancial, mesmo sem chuvas. No entanto, a falta total de água é uma realidade há cerca de uma semana para moradores da Vila Pacífico e do Jardim Ouro Verde. O nível ficou preocupante às 14h28, quando atingiu o 1,45m. Ou seja, a 15 centímetros da interrupção completa do fornecimento de água. No entanto, a partir desse momento, a lagoa passou a recuperar volume e chegou a 1,79m, às 18h53. O presidente do DAE afirmou que a autarquia adota um conjunto de medidas técnicas para impedir que o nível do Rio Batalha chegue ao limite de 1,30 m. Segundo João Carlos Viegas, a estratégia envolve um acompanhamento constante do comportamento do rio, com intervenções variadas conforme a necessidade. O presidente do DAE reconheceu as falhas na distribuição e atribuiu o problema à sobrecarga no atendimento. A frota atual é de 10 caminhões-pipa, mas a demanda disparou após o vendaval da última semana, que comprometeu o fornecimento de energia em diversos bairros e aumentou os pedidos emergenciais."Estamos priorizando escolas, hospitais e unidades de saúde, mas sabemos que a população também precisa. Até segunda-feira (29) a demanda deverá ser reequilibrada", garantiu.