
A defesa do jovem acusado de furtar, maltratar e matar uma gata em Garça entrou com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo. O objetivo é revogar a prisão preventiva e pedir que seja reconhecida a necessidade de acompanhamento médico e tratamento de saúde mental do investigado.
O pedido foi apresentado pelas advogadas Larissa Toríbio e Soraia Martins Pereira Sanches. Segundo elas, o acusado enfrenta problemas como depressão e perda de memória, além de já estar em acompanhamento psiquiátrico desde que o caso se tornou público. A defesa também afirma que a família está disposta a oferecer suporte para que o tratamento tenha continuidade.
No documento encaminhado ao Tribunal, as advogadas sustentam que o investigado precisa de assistência médica especializada, e não da permanência no sistema prisional. A defesa também apontou a possibilidade de abertura de incidente para apurar as condições de sanidade mental do acusado.
O homem chegou a ser preso logo após o caso, mas foi colocado em liberdade provisória com a obrigação de cumprir medidas cautelares. Posteriormente, a Justiça decretou a prisão preventiva após o descumprimento de uma das determinações, já que ele deixou Garça sem autorização judicial. Ele foi localizado e preso dias depois em Marília.
O acusado responde pelos crimes de furto, maus-tratos e morte do animal. O caso teve grande repercussão em Garça devido à violência contra a gata, que foi registrada por câmeras de segurança. Segundo a investigação, após matar o animal, o jovem ainda queimou o corpo em uma churrasqueira de um condomínio.
A gata era conhecida por moradores e comerciantes da região onde vivia. O pedido de habeas corpus foi protocolado na terça-feira (30) e ainda aguarda análise do Tribunal de Justiça de São Paulo.