
O combate à crueldade animal em Garça entrou em uma nova fase, marcada pelo rigor e pela rapidez na resposta das autoridades. Em uma parceria estratégica, o ativista Gabriel Fernando e a Polícia Civil intensificaram a fiscalização para frear o aumento de casos de abandono e agressões físicas na cidade. A ofensiva busca dar uma resposta imediata a crimes que, segundo os envolvidos, têm se tornado mais frequentes. Gabriel Fernando, que atua na linha de frente da causa animal há mais de três anos, destaca que o cenário atual exige firmeza. “A situação tem se agravado. As denúncias envolvem desde animais deixados à própria sorte em residências vazias até casos brutais de violência física”, alerta o ativista. O balanço das operações é expressivo: nos últimos anos, a atuação conjunta já levou à prisão em flagrante de mais de 15 agressores, além do resgate de dezenas de animais em situação de vulnerabilidade. O endurecimento das ações encontra respaldo na Lei Sansão (Lei 14.064/20), que alterou a Lei de Crimes Ambientais. Agora, maus-tratos contra cães e gatos preveem pena de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda. Dependendo da gravidade do caso, as autoridades podem solicitar a prisão preventiva dos envolvidos já na audiência de custódia. Para que o cerco se feche contra os agressores, a colaboração dos moradores de Garça é vista como essencial. A estratégia das autoridades é agir no momento exato do crime (flagrante), o que aumenta as chances de punição efetiva. “Os animais devem ser tratados com respeito e dignidade. Quem maltrata vai ser responsabilizado”, reforça Gabriel. Como denunciar: As denúncias de maus-tratos podem ser feitas diretamente à Polícia Civil. O procedimento é seguro e o sigilo é garantido, não sendo necessária a identificação do denunciante. A rapidez no relato do crime é o que permite a intervenção imediata e o salvamento da vida do animal.