
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Garça registrou, nesta sexta (17), duas denuncias contra o psiquiatra investigado por importunação sexual em Marília. O caso do psiquiatra, que já estava na imprensa regional devido às denúncias em Marília, veio à tona em Garça, divulgação da matéria que indicava que o médico teria suas atividades suspensas a pedido do prefeito José Alcides Faneco à Associação Hospitalar Beneficente do Brasil (AHBB). A vítima, de 41 anos, relatou que o abuso ocorreu no final do ano passado, durante uma das consultas realizadas no CAPS de Garça. Ela decidiu procurar a polícia após reconhecer o médico em uma reportagem sobre os casos de Marília, reunindo coragem para romper o silêncio. Segundo o boletim de ocorrência, ao retornar ao consultório para solicitar um atestado, o psiquiatra fez comentários de cunho sexual sobre sua aparência. Apesar do medo e da dependência das receitas médicas, ela afirmou ter continuado o tratamento, mas evitando qualquer contato físico com o profissional. A segundo caso foi registrado no final da tarde desta sexta-feira(17), quando uma outra vítima procurou a DDM, informando que também foi importunada sexualmente pelo médico, dizendo que em uma das oportunidade ele a abraçou e apertou contra ele beijando ela no canto da boca e em outra ocasião num retorno para buscar uma receita ele teria dito que "queria colocar a boca entra as suas pernas". A DDM de Garça não descarta o surgimento de novas denúncias. Mulheres que tenham sido atendidas pelo psiquiatra e desejem relatar situações semelhantes podem procurar a Delegacia de Defesa da Mulher, localizada na Rua Carlos Gomes, no centro de Garça. A identidade das vítimas é preservada, conforme garantiu a autoridade policial.