
Com o objetivo de reduzir os índices de acidentes ocupacionais, a cidade de Garça inicia nesta semana as atividades do Abril Verde 2026. Referência regional na indústria e na produção de café, o município decidiu ir além do convencional este ano: a campanha traz como diferencial a união entre a integridade física e o cuidado com a saúde emocional dos trabalhadores. A mudança de estratégia baseia-se em dados que mostram que o esgotamento mental é um dos principais gatilhos para falhas operacionais e acidentes graves. Segundo especialistas locais, a prevenção moderna não pode mais se limitar apenas ao fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), exigindo um olhar atento aos "perigos invisíveis" do cotidiano laboral. Os setores industrial e cafeeiro, pilares da economia de Garça, são o público-alvo prioritário. No campo, além dos riscos físicos inerentes à colheita, a fadiga extrema e o esforço repetitivo são preocupações centrais. Já nas fábricas, a pressão por produtividade e o ambiente de máquinas exigem um estado de alerta que só é possível com uma mente saudável. A prefeitura e as empresas parceiras estruturaram as ações em quatro eixos fundamentais:
Conscientização: Campanhas informativas sobre doenças mentais e lesões por esforço repetitivo (LER/DORT).
Prevenção: Fiscalização e incentivo ao uso rigoroso de EPIs adaptados a cada função.
Educação: Calendário intensivo de treinamentos e fortalecimento da atuação das CIPAs (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes).
Responsabilidade: Promoção de uma cultura onde a segurança é dever tanto da gestão quanto do nível operacional. A edição de 2026 aposta em ferramentas tecnológicas para monitorar áreas de risco e facilitar o diálogo entre funcionários e departamentos de RH. "A ideia é que o trabalhador se sinta seguro não só por usar um capacete ou luvas, mas por estar em um ambiente que respeita seus limites físicos e psicológicos", afirma a coordenação da campanha. Com o Abril Verde, Garça reafirma seu compromisso de proteger o seu maior patrimônio: as pessoas que movem a economia da "Sentinela do Planalto".